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COUTO MIXTO LAMADARCOS MANDIN

UM POVO UMA FALA

COUTO MIXTO LAMADARCOS MANDIN

UM POVO UMA FALA

NOVA MIXTURA DE VINHO E POESIA (Mandin-Lamdarcos)

10.05.12, vero fillodateresa netodorevidas

Unha boa nova para os amantes da ADEGA DO COUTO MIXTO:

 

Na próxima campanha contaremos coas uvas, se a seca non o impide, da vinha de D.Agustin de Vilardevós (no Castelo), que xa foron podadas en tempos por o meu avó “O Salgheiro” e polo propio “Beche” pai do propietario da finca “Domingos da Teresa”. Vinho que levará na sua esencia os arrecendos de moitas xeracións de labregos de Mandin que deixaron o seu sudor e a súa sabedoría.

 

Vinha do Castelo con vistas a raia: vilarelho, vilarinho, vilamea, vilaverde, vilafrade, vilela, vilaperdizes, vilapouca, e moitas mais vilas e vilelas

 

E un bom vinho pede un bom escenario; que melhor que cantando un novo cancioneiro do noso amigo  João Antonio, pendurando da outra man unha xerra de vinho:

 

(UMA ENCOMENDA DA ERA DE 1993

ESTAVA ALEIJADO DE UMA PERNA)

 

Já que assim o quereis ouvir,

A vida que vos vou contar,

E já desde o nascimento,

se tiver paciencia e tempo,

Se agora aqui me lembrar.

 

Eu nasci tão infeliz

Desta me posso queixar,

Nao sei o mal que a Deus fiz

Dá para torcer o nariz,

A quem me anda a castigar.

 

Já estou farto de sofrer

E de tanto mal sentir,

Se não custasse a morrer eu fazia-o

Com prazer que teria de a morte pedir.

 

Já depois de entrar na escola,

A desgraqa me cobriu

Sem saber tocar viola, talvez por ser

Gabarola uma vista me fugiu.

 

Eu ao ver-me assim perdido

Dizia mal da minha sorte,

pedía a deus por castigo

já que de mim não era amigo

que até me manda-se a morte.

 

 

Mas ali nao fui ouvido

Nem ele me quis atender,

Disse-me baixinho e em segredo

Terás tempo de morrer.

 

Por enquanto cá andamos,

Lutando mas não sei como.

Trabalhando bem ou mal para

Manter o próprio dono.

 

Já estou devedor á terra

E a terra me está a dever.

Que a terra me pague em vida,

Que eu pago á terra ao morrer.

 

Do tempo da mocidade que

Nem me dá para contar,

Frio, fome, infelicidade, para não fugir

Á verdade eram o prato do jantar.

 

JOÃO ANTONIO AIRES (Lamadarcos)

 

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